Em todo o universo abrangente da Gestão do Tempo, o item que julgo mais difícil de ser combatido é a falta de foco. Este problema é sutil, sorrateiro e precisa de uma grande força de vontade para ser vencido.
Uma recente pesquisa americana mostrou que um profissional só consegue permanecer focado numa tarefa por, no máximo, 11 minutos até que o telefone toque. Uma vez que ele pára um trabalho, custa, em média, 25 minutos até que a atenção se volte à primeira tarefa. Isso pode levar a uma perda de até duas horas diárias devido à falta de foco.
Existem diversos fatores que podem levar à paralisação de uma atividade, entre eles o telefone, o e-mail, uma pessoa que chama você, a vontade de passear, tomar um café, falar ao telefone celular ou fazer qualquer outra atividade.
Podemos afirmar que a falta de foco é um dos maiores inimigos do trabalhador do século XXI. E manter o foco é um desafio grande na minha vida! Sempre gostei de fazer muitas coisas ao mesmo tempo e ter em meu computador milhares de janelas abertas. Hoje, após estudar bastante sobre Gestão do Tempo, consegui minimizar o problema, mas ainda preciso lutar diariamente para não cair nas armadilhas da falta de foco...
O cérebro é facilmente atraído por acontecimentos ao seu redor - basta alguém no escritório iniciar uma música, um falatório ou alguma novidade e pronto! Essa era a desculpa que você precisava para fugir da atividade para algo mais interessante.
Veja algumas estratégias que você pode adotar para combater a falta de foco:
Priorize suas atividades
Todos os conceitos de administração do tempo levam você a ter uma dia mais focado. É preciso se organizar, definir objetivos, se planejar e saber o que realmente precisa ser feito naquele dia. Liste todas as atividades e priorize-as numericamente. Siga esta ordem na execução das tarefas.
Operação Shutdown
Quando você precisar se focar em alguma atividade, desligue seu o telefone celular e o fixo, a televisão, o programa de mensagens instantâneas e os e-mails. Feche a porta e peça para ninguém incomodá-lo até terminar. Quanto mais você se afastar das possíveis interrupções, mais sucesso terá na sua concentração.
Para focar, crie um padrão
Você pode ritualizar a sua concentração. Escolha uma música tranqüila da qual você goste e que o ajude a relaxar. Alguns estudos de superlearning comprovam que a música barroca aumenta de três a quatro vezes a concentração e a capacidade de absorção do cérebro. Toda vez que precisar se focar ouça sempre a sua música que o ajuda a se concentrar. Isso criará uma "âncora auditiva" e o colocará em estado de concentração muito mais rapidamente.
Respire
Antes de iniciar seu trabalho, relaxe por alguns minutos. Comece a respirar profundamente algumas vezes. Concentre-se apenas na sua respiração e no seu corpo. Deixe sua mente fluir naturalmente. A pressão diária acaba aumentando nossa adrelina e deixando nosso ritmo mais ansioso e agitado, o que propicia a falta de foco. Quando você respira e relaxa diminui sua ansiedade e aumenta sua capacidade de concentração.
Feche o seu e-mail
Deixar o e-mail aberto durante todo o dia é um vício perigoso, e posso afirmar que é um dos maiores causadores da falta de foco. Estabeleça horários durante o dia para ler seus e-mails e não deixe que a cada mensagem a sua atenção seja desligada.
Fonte: Catho - Formação Executiva
22 maio 2012
Pró-atividade X Reatividade
Iniciativa em si não define de fato a pró-atividade, pois o conceito contrário (a reatividade) também envolve iniciativa.
Vamos entender o conceito: O que, acima de tudo, diferencia um indivíduo pró-ativo de um reativo?
A postura mental! A postura mental é o que define, afinal, seus resultados na vida: excelência ou mediocridade, sucesso ou fracasso, sorte ou azar, oportunidades, felicidade, satisfação, depressão, enfim, a lista é longa! Todas essas questões são definidas por sua postura mental!
Mas o que é postura mental? É seu posicionamento, seus paradigmas, seus conceitos internos que definem como a vida é e como as coisas devem ser e acontecer. Quanto mais cristalizados ou imutáveis são esses conceitos, mais dificuldades você terá na vida.
Nossos paradigmas são como mapas que nos informam como é o território onde estamos pisando. O problema é que nós, seres humanos, não compreendemos o território, nenhum dos nossos mapas pode ser considerado 100% correto, nós sempre estamos errados em alguns pontos e certos em outros. A teimosia em não admitir esse fato é o que faz nossos paradigmas se cristalizarem – passamos a acreditar que nosso ponto de vista é “o correto” e que todos deveriam fazer as coisas da forma como acreditamos que elas devem ser feitas.
Essa postura mental rígida e imutável é contrária à pró-atividade. Por quê? Porque o indivíduo que acredita fielmente que seu ponto de vista é o único correto esgotará suas forças para brigar e provar que está certo. Isso gera irritabilidade, frustração, decepção, baixa auto-estima, baixa autoconfiança, medo e, por fim, depressão – em casos em que a pessoa adota o papel de vítima (“Já que ninguém vai concordar comigo, então eu vou fazer bico!”).
O indivíduo pró-ativo pouco se importa com o que os outros pensam e como levam suas vidas, ele tem mais com que se preocupar. A energia e o tempo que o reativo gasta reclamando, brigando, defendendo seu ponto de vista, irritando-se e frustrando-se quando as coisas dão errado, o pró-ativo investe na busca de seus objetivos. E tudo isso nasce na postura mental.
O pró-ativo está consciente de que suas idéias e conceitos podem estar equivocados e está aberto para aprender e mudar. Ele assume riscos e também a responsabilidade por quaisquer erros, coisa que o reativo não faz – se ele está 100% certo em tudo, como é que ele cometeu um erro?
O grande problema é que indivíduos reativos pensam que são pró-ativos! Eles não se vêem como realmente são! Quando finalmente são encurralados pela vida ou mesmo por sua própria consciência e são obrigados a admitir a si mesmos que estiveram errados e cometeram erros, eles adotam o papel de vítima e se fazem de coitadinhos, fazendo pouco caso de si mesmos e repetindo frases do tipo: “Eu não sirvo pra nada mesmo”, “Eu sou um perdedor, nunca vou conseguir nada na vida”, “Não adianta nem tentar, não vai dar certo mesmo”, “Eu sou um azarado…”, “Nada dá certo pra mim, não sei porquê…” e etc.
A intenção inconsciente é óbvia: conseguir atenção alheia. Mas em nossa sociedade, a “sociedade da pena”, esses indivíduos acabam recebendo pouco estímulo eficaz, tanto de pessoas próximas, quanto de profissionais. Alguns tentam encontrar a culpa na infância e ficam nisso mesmo, só alimentando ainda mais a crença de que o indivíduo é uma pobre vítima de seu próprio passado. Outros simplesmente receitam remédios, há ainda os que não falam nada, só ouvem… Pouquíssimos são os que de fato resolvem o problema. E por quê? Porque para resolver o problema de um indivíduo reativo é preciso ser antipático e dizer-lhe coisas que ele não está disposto a ouvir, o que geralmente resulta na perda do cliente, coisa que esses profissionais não querem!
Mas então, como saber se eu sou pró-ativo ou reativo? Observe sua rotina diária, você se sente frustrado com freqüência? Você fica irritado com facilidade? Quais os motivos de suas discussões com pessoas próximas? Nas últimas vezes em que você se programou para fazer algo e não conseguiu fazer, quais foram os motivos? Você está a todo o vapor seguindo em direção aos seus objetivos? Por que não? Sua resposta a essa pergunta envolve muitas desculpas e racionalismos?
Outro ponto que pode ajudá-lo a identificar se você é pró-ativo ou reativo é analisar como você vê as dificuldades do mundo à sua volta. Você sente pena com facilidade? Você culpa economia, governo, vida ou sorte pelo fracasso dos outros?
Se você se identificar como reativo, não se desespere! O primeiro passo já foi conquistado. A mudança de postura mental muitas vezes é questão de “uma única ficha que deve cair”. Quando isso acontecer, sua atitude no dia-a-dia muda como num passe de mágica, você começa a ver quanto tempo e energia você perdeu se importando com coisas pequenas, tentando se auto-afirmar e convencer o mundo de que você estava certo ou simplesmente se frustrando com coisas que não aconteciam da forma como você esperava.
Fran Christy é formada em administração de empresas com especialização em planejamento estratégico.
10 maio 2012
Amizade x Trabalho
Temos que concordar de que é muito mais fácil trabalhar com pessoas com as quais temos afinidade do que bater de frente com um ou outro com quem não se dá bem no ambiente organizacional. Nada mais natural do que estender uma amizade de trabalho para fora dele em happy-hour às sextas-feiras ou mesmo em viagens de finais de semana, ja que é com os colegas de trabalho que se passa boa parte do dia. Por isso mesmo é normal quando os laços de amizade ultrapassam as barreiras do horário comercial.
Mas cuidado! É necessário ter bom senso para não misturar as coisas. Amigos, amigos, negócios à parte. Dividir problemas com o colega de trabalho é saudável, mas é muito importante não misturar as coisas e saber separar bem entre uma coisa e outra. Ter um superior como amigo fora do local de trabalho não significa ter regalias durante o expediente. Um amigo de fim de semana pode, e deve, chamar a sua atenção quando necessário e você, como bom profissional, não pode relaxar suas atividades simplesmente porque quem vai corrigi-las é seu amigo.
É possível e necessário saber dosar a relação de amizade dentro e fora do trabalho. Os segredos para isso são a maturidade e o respeito à hierarquia. Muitas empresas não contratam pessoas que têm uma relação de maior proximidade, como marido e mulher ou namorados, justamente por temer que as mesmas “confundam as coisas” e não saibam separar a relação pessoal da profissional. “Se um for chefe do outro pode ser que haja uma confusão hierárquica. Por exemplo: será que na hora de uma bronca, a mesma vai ser na intensidade correta e necessária?
Amizade x Trabalho
- Para uma relação saudável, deve-se separar o profissional do amigo
- Assuntos pessoais não podem ser discutidos dentro da empresa ou em horários de expediente
- Evite o tratamento diferenciado e quando for necessário corrigir um comportamento ou dar uma bronca, seja o mais profissional possível e não deixe que a amizade interfira.
- Assuntos pessoais não podem ser discutidos dentro da empresa ou em horários de expediente
- Evite o tratamento diferenciado e quando for necessário corrigir um comportamento ou dar uma bronca, seja o mais profissional possível e não deixe que a amizade interfira.
Como já dissemos: Amigos, amigos - Negócios à parte!
Jonas O. Comin
Texto base: Inovesempre
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