22 novembro 2010

Perdão - uma virtude dos fortes

Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete. (Mateus 18:21-22)
O perdão é, talvez, a ferramenta mais sublime para o bom convívio entre os homens e para a evolução do nosso Espírito. É através do perdão que evitamos conflito, a inimizade, que fazemos o nosso companheiro de peregrinação feliz. E mais, fazemos um bem maior a nós mesmos do que ao perdoado.

Jesus, na passagem em que dialoga com Pedro, conhecedor de todas as chagas da humanidade, provou mais uma vez sua grande sabedoria quando respondeu para Pedro, em sentido figurado, que devemos sempre perdoar as ofensas de nossos inimigos. Não importando a falta que é cometida contra nós.

Muitas situações que nos encontramos no dia-a-dia nos induzem ao perdão, mas nem sempre agimos da maneira correta. Podemos citar algumas: um amigo nos traiu, um colega de trabalho que nos dedura por algum ato falho que tenhamos cometido, um ladrão que nos rouba algo material, intrigas familiares, etc. Situações, às vezes corriqueiras, que nos mostram o grande valor do perdão.

O ato de perdoar não está no simples fato de dizer “eu te perdôo”. O perdão é o esquecimento das ofensas, é não deixar as energias negativas que nos motivavam a vingança tomarem a nossa consciência induzindo-nos a particar algo contra o ofensor. O perdão é, de consciência tranquila, ignorar as falhas do nosso irmão, pois, assim como nós, ele está nesta Terra passando as mesmas aflições, as mesmas tormentas e tentações pelo mesmo objetivo, aprender, expiar faltas e evoluir rumo ao Criador.

Alimentar o ódio, a raiva e/ou a vingança gera consequências devastadoras para ambos os lados. Para o ofendido gera o ciclo vicioso, porque, uma vez que o ofendido ainda não tenha o esclarecimento moral para perdoar as falhas, retornará com outra ofensa, que gerará outra, e assim por diante. Para o ofensor, gera a condensação de fluídos negativos na nossa organização perispiritual trazendo consequências à nossa saúde mental, física e espiritual, daí o surgimento de doenças.

Perdoar é Paz. Perdoar é Fraternidade. Perdoar é Saúde.

Pregado à Cruz, Jesus mostrou mais uma vez a sua superioridade e, mesmo em momento de dor, ensinou através do exemplo.

E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes. (Lucas 23:34)

Extraído da Internet

As 4 leis da espiritualidade da Índia


A primeira lei diz: A pessoa que chega é a pessoa certa.

Significa que nada ocorre em nossas vidas por casualidade. Todas as pessoas que nos rodeiam, que interagem conosco, estão ali por uma razão, para possamos aprender e evoluir em cada situação.

A segunda lei diz: O que aconteceu é a única coisa que poderia ter acontecido.

Nada, absolutamente nada que ocorre em nossas vidas poderia ter sido de outra maneira. Nem mesmo o detalhe mais insignificante! Não existe: se acontecesse tal coisa, talvez pudesse ter sido diferente... Não! O que ocorreu foi a única coisa que poderia ter ocorrido e teve que ser assim para que pudéssemos aprender essa lição e então seguir adiante. Todas e cada uma das situações que ocorrem em nossas vidas são perfeitas, mesmo que nossa mente e nosso ego resistam em aceitá-las.

A terceira lei diz: Qualquer momento que algo se inicia, é o momento certo.

Tudo começa num momento determinado. Nem antes, nem depois! Quando estamos preparados para que algo novo aconteça em nossas vidas, então será aí que terá início!

A quarta e última lei diz: Quando algo termina, termina!

Simplesmente assim! Se algo terminou em nossas vidas, é para nossa evolução! Portanto, é melhor desapegar, erguer a cabeça e seguir adiante, enriquecidos com mais essa experiência!

 
Extraído do blog da Silvia Rita :
 

24 setembro 2010

Pratique o desapego

“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.

Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo – nada é insubstituível , um hábito não é uma necessidade.

Encerrando ciclos.

Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.”

(Fernando Pessoa)